Olá, pessoal! Meu nome é Emeson Corrêa, e eu estou limpo há tantos anos, tantos meses, tantos dias tantas e horas — não vou precisar os números, porque, para mim, isso não é um troféu para exibir. Você já deve ter ouvido esse tipo de apresentação em reuniões de dependentes ou em algum blog por aí, como se fosse preciso gritar ao mundo o tempo de sobriedade para receber aplausos. Eu penso diferente. Estar limpo, parar de usar drogas ou começar um tratamento não é um feito extraordinário — é simplesmente minha obrigação, meu compromisso comigo mesmo e com Deus. Não estou aqui buscando medalhas.

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Lá na clínica, onde minha vida começou a mudar, conheci um homem de Deus. Era um irmão de uma igreja que, toda segunda-feira, trazia palavras de espiritualidade que mexiam comigo. Ele me mostrou o caminho, abriu as portas do meu coração para entender como chegar mais perto do Pai — e que isso só é possível através de Jesus. Foi ali que senti a presença divina agindo em mim, como um sopro de vida. Aprendi também uma lição preciosa: cuidado com o que peço a Deus, porque Ele sempre responde. Não vem num passe de mágica, mas na forma de oportunidades. E cabe a mim ter fé para agarrá-las.
Quando pedi serenidade, Ele me deu situações para eu me manter calmo — e, olha, eu fraquejei muitas vezes. Pedi fé, e Ele me entregou chances de acreditar, de me segurar nas palavras da Bíblia como uma criança que aperta a mão do pai para não tropeçar. E teve um momento em que, cansado, quase desisti da clínica. Pedi sanidade e força para resistir às drogas, que tanto me destruíram e machucaram quem eu amo. Foi então que Deus me testou de verdade.
Numa revista rotineira na clínica, encontrei cinco gramas de droga. Eu, que fui um usuário compulsivo por doze anos, peguei aquilo nas mãos e senti um terremoto dentro de mim. Vieram as lembranças — a tristeza que eu causei, o desespero que vivi, a insanidade que me dominou por tanto tempo. Mas, naquele instante, algo maior falou comigo. Corri até a coordenação como se estivesse arrancando um veneno do meu peito, um peso insuportável da minha alma, e entreguei a droga. Naquele momento, tive certeza: era Deus me dizendo “é agora, Emerson, escolhe o caminho”. Alguns chamam isso de consciência, mas eu sei que era Ele.
Eu podia ter escolhido diferente. Podia ter guardado aquilo para usar depois — estava sozinho, ninguém ia saber. Mas isso teria acabado comigo, destruído qualquer chance de reabilitação. E eu não estaria aqui hoje, escrevendo essas palavras para você.
Sempre que um companheiro deixava a clínica, eu me despedia com o coração na mão:
“Espero que Deus te faça lembrar todos os dias das coisas que te trouxeram até aqui, para que você nunca mais cometa os mesmos erros e volte.”
Era um desejo sincero. Eu queria que eles ficassem firmes, porque compartilhamos tantas dores, tantas histórias da nossa doença ativa.
“Espero que Deus te faça lembrar todos os dias das coisas que te trouxeram até aqui, para que você nunca mais cometa os mesmos erros e volte.”
Era um desejo sincero. Eu queria que eles ficassem firmes, porque compartilhamos tantas dores, tantas histórias da nossa doença ativa.
Quando eu mesmo saí do tratamento, repeti isso para mim — inúmeras vezes. Chorava com as imagens que invadiam minha mente: as coisas que vendi, os roubos que cometi, o olhar de desespero da minha mãe, as lágrimas da minha mulher enquanto eu saía, insensível, atrás de mais droga. Até hoje é assim. Mesmo tendo feito um compromisso com Deus, mesmo não sendo mais apenas um “adicto em recuperação”, o Pai nunca me deixa esquecer das loucuras que as drogas me levaram a fazer. E eu agradeço por isso. Essas lembranças são o meu lembrete, o meu escudo.
Entende? Isso não é mérito meu. É graça, é força que vem de cima. Eu sou só um instrumento, alguém que caiu, se levantou e agora quer ajudar você a se levantar também.
Até a próxima postagem, pessoal. lembre-se de ajudar com um Pix de qualquer valor.
Fiquem com Deus!
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