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29 abril 2011

Drogas: uma reflexão familiar

 
O uso indevido de drogas por adolescentes está apavorando muitas famílias que se sentem castradas, traídas, não sabem o que fazer. É comum, diante da constatação de que um filho está usando drogas, partirem os pais para auto-acusações que em nada ajudam na solução do problema.
 
É importante pensarmos que a maioria das substancias utilizadas como droga de abuso não são ilegais. Ao contrario, são liberadas, de uso social (tabaco, álcool) ou produtos tais como cola, éter e seus similares usados de forma totalmente indevida, e os remédios, principalmente os calmantes, estimulantes e os moderadores de apetite. Estas substâncias estão na maioria das casas. Ou não é em casa que as crianças têm suas primeiras experiências com bebidas alcoólicas, iniciadas por parentes, por exemplo, que dão à criança, deixando-a tomar a espuminha da cerveja?
 
A atitude tolerante de muitos pais quanto ao consumo de bebidas alcoólicas, especialmente cerveja, é alarmante. Ora, cerveja é bebida alcoólica, leva à embriaguez e seu consumo excessivo leva ao alcoolismo com todas as suas conseqüências físico-psicologicas e sociais.
 
Há, ainda, a auto indicação e a facilidade com que certos pais consomem remédios como se estes fossem a solução para qualquer problema. Assim, desde muito pequenos os filhos estão se iniciando na fármaco-dependência. Com efeito, se as primeiras experiências começarem em casa, então os pais devem estar atentos não só a estas substancias, mas principalmente com o uso que estes pais fazem delas. Refiro-me ao consumo abusivo de cigarros, bebidas alcoólicas e medicamentos para não passar aos filhos estes modelos viciantes.
 

Segue abaixo o decágono que leva os adolescentes às drogas:

 
- Não escutar os adolescente porque ele não sabe de nada;

- Não conversar abertamente e francamente com eles;

- Pensar em principio, todos são rebeldes sem causa e contestadores sem motivo;

- Negar toda possibilidade de falar ou discutir temas sexuais por considerá-los sujos;

- Pensar que quando se queixam, mentem ou querer nos irritar;

- Proibir-lhes de sair com seus amigos de forma arbitrária e fixando horários como se fossem crianças;

- Castigá-los severamente física e moralmente, humilhando-os e reprimindo-os;

- Menosprezar suas idéias porque são subversivas ou estúpidas;

- Negar-lhes seu lugar na escola e/ou família com seu direito de opinar;

- Beber, fumar, tomar medicamentos para dormir, não obedecer às leis, subornar e contar com orgulho com se pode tirar proveito do outro, dizendo que isso pode ser feito quando se é adulto, mas é muito feito para um jovem fazê-lo.
 
Fonte: Revista Droga & Família, ano I nº6

Quando a família adoece junto

O processo de adoecimento tanto do dependente quanto de seus familiares segue uma trajetória em que as acusações pelos mútuos fracassos e dificuldades tornam-se a única possibilidade de se comunicarem. Percebe-se, assim, o quanto é difícil e complicado a manutenção de um ambiente familiar minimamente satisfatório, havendo, nestes casos, cenas dolorosas quando não com finais dramáticos.
 
Quando alguém da família encontra-se doente, ocorre um movimento familiar onde os demais membros se voltam para este doente e procuram minorar o seu sofrimento, aliviar suas dores e assumir seus compromissos. No caso da dependência química e alcoólica não deve ser diferente. Até porque a dependência é vista pela Organização Mundial de Saúde como uma doença crônica, progressiva e fatal, sendo a única saída o controle, o não fazer o uso da droga (seja ela lícita ou ilícita).
 
Então há uma questão crucial: o dependente não consegue controlar o uso da droga. E é ai que começam as grandes desavenças familiares. Todos se comprometem a ajudar o dependente. Menos ele. Com isso, a família pára de viver seu dia a dia, os membros da família passam a não ter tempo de cuidarem de si próprios para atender às necessidades e os “buracos” deixados pelo dependente. Mais do que isto, adoecem também. É quando a vida familiar fica incontrolável e a culpa recai por conta da dependência de um de seus membros que se estabelece a co-dependência.
 

Eis alguns passos da co-dependência:

 
1) O indivíduo perde o controle do uso e passar a ter como referencia central de sua vida a droga (seja ela licita ou ilícita). A família se une para controlar o uso da droga e dedica um tempo muito pequeno para as atividades rotineiras familiares, pois com o dependente sempre em “crise” a família tem que preencher os seus espaços.
 
2) O individuo não consegue ficar sem a droga. O co-dependente de tão nervoso, aflito, desesperançado, angustiado passa a desenvolver sintomas físicos e para isto necessita de antidepressivos, antiácidos, analgésicos, etc.
 
3) O individuo nega a dependência e a oculta, omitindo ou não falando sobre isto. A família procura esconder de todos esta “doença familiar” e o assunto vira tabu. Não falam ou omitem dados relacionados ao uso. A mulher dá como desculpa da ausência no local de trabalho do marido que está com ressaca em casa, “uma terrível dor de dente” que ele foi acometido.
 
4) O dependente passa a ter um isolamento social e muda de local de consumo várias vezes. A família mantém um isolamento social pelo receio de situações constrangedoras. Mudança de moradia, devido ao ambiente hostil e hostilizante.
 
5) O dependente passa a ter sérios problemas legais (brigas, agressões, acidentes, prisões).A família apresenta problemas legais que culminam em vitimização, abusos, agressões e despejos, sendo necessário recorrer à justiça.
 
6) O dependente passa a ter problemas físicos de acordo com o estágio em que se encontra na dependência. Dependendo do estágio, é necessária a internação para tratamento de quadros graves. O co-dependente apresenta problemas de úlceras, insônia, pressão alta, diabetes entre outros. É comum ocorrerem casos de internação do co-dependente para tratamento de algum mal súbito decorrente dos problemas físicos no período de internação ou agravamento do quadro físico do dependente.
 
Tem-se assim, rapidamente, um perfil desta doença que atinge a família e que se não tratada também poderá levar a uma desagregação e colapso familiar. A co-dependência é tão dolorosa quanto a dependência e ambas necessitam de um apoio, respeito e tratamento.
 
Fonte: Revista Droga & Família, ano III nº15

Desespero faz mãe acorrentar filho



Uma mãe acorrentou seu filho de apenas 15 anos, em Araraquara, após descobrir que ele é dependente de Crack. A descoberta tinha ocorrido 4 meses antes da ação, mas a mãe achava que o jovem era usuário só de maconha até que um dia o filho furtou uma bicicleta e chegou em casa sob o efeito da droga e contou que fumava até 20 pedras de crack por dia. A mãe, então, tomou a atitude que, segundo ela era para evitar coisas piores, como a morte do filho.
 
Após 24 horas preso em uma corrente de quase 10 metros, uma irmã da mãe do garoto avisou ao conselho tutelar que libertou o garoto e o encaminhou ao pronto socorro. Em crise de abstinência o adolescente foi internado em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos da região.
 
Essa situação mostra as medidas extremas que a família toma em circunstâncias em que não tem mais controle sobre as ações do parente dependente químico. Situações como estas acontecem dentro de muitas famílias. A Dra. Claudia Soares, diretora do Grupo Viva, conta que isso é mais comum do que se pensa. “O pai de uma das nossas pacientes da unidade feminina é policial e chegou ao ponto de algemá-la”, comenta a doutora.
 
As drogas têm o poder de destruir lares e relacionamento como foi o caso de Henrique Misfeldt que já sofreu isso na pele quando sua irmã o trancou em um cômodo de sua casa para evitar que ele bebesse e se recuperou após tratamento. “Eu agradeço minha irmã, pois quando ela me prendeu foi o momento em que a `ficha caiu´ e eu resolvi procurar um tratamento”, comenta Henrique que, hoje, é um dos sócios do Grupo Viva e diretor de uma clínica de recuperação para dependência química em Vargem Grande Paulista. Essa vivência do problema serviu como know-how para desenvolver o trabalho que já executa há mais de 17 anos.
 
Situações extremas como a de prender, acorrentar o parente é desgastante e degradante e, em muitos casos, é justificável pelo fato da família estar tentando evitar um acontecimento pior, como a morte ou a prisão do dependente químico, porém para esses casos existem tratamentos e dentre eles podemos destacar o Tratamento Involuntário que é oferecido para pacientes, de ambos os sexos, que precisam do tratamento, mas não concordam com a internação. Esse tipo de tratamento conta com uma equipe especializada na remoção dos pacientes com técnicas de abordagem próprias para cada situação, além de acatar os trâmites legais, informando ao ministério publico, sendo ético e respeitando sempre o ser humano.

O papel da família no tratamento

O objetivo de qualquer tratamento de dependência química é auxiliar as pessoas a transformarem sua relação com as drogas, promover o bem estar físico, psicológico e social do paciente, e promover no decorrer do tratamento a abstinência. A participação da família do dependente no processo terapêutico pode ser por meio de psicoterapia ou de orientação familiar.
 
Sessões de orientação e aconselhamento são mais indicadas quando o uso de drogas ainda está em fase inicial ou durante o tratamento para dar informações gerais e necessárias sobre drogas e uso das mesmas.
 
Abordagens familiares são consideradas importantes para o sucesso do tratamento, pois pode haver reciprocidade entre o funcionamento familiar e o uso de substâncias. Muitas vezes o dependente químico torna-se o bode expiatório no qual a família pode depositar e responsabilizar alguém por todos os seus problemas e conflitos. Nestes casos, a família está doente e precisa haver uma intervenção terapêutica para modificar as relações familiares.
 
Para que o dependente mude é preciso que a família se transforme também. O que ocorre com o dependente afeta toda a família e vice versa. Assim, o ponto crucial da terapia familiar é a identificação dos assuntos ou processos familiares que promovem ou facilitam o abuso de substância.
 
Para isso, o terapeuta busca esclarecer e promover mudanças na dinâmica familiar, tais como: redefinição de papéis, identificação de regras implícitas e explícitas que influenciam o comportamento dos membros da família; definição e reforço dos limites entre os membros da família; etc.
 
Fonte: Einstein Álcool e Drogas

Dependente de drogas precisa ter força de vontade para deixar vício

 
Um dos problemas que mais atinge a sociedade hoje em dia são as drogas. Contudo, quando se fala em droga, normalmente pensa-se em heroína, LSD, haxixe, esquecendo que existe uma listagem muito maior de drogas lícitas e ilícitas.
 
Na atualidade, o consumo dessas substâncias – algumas fáceis de serem encontradas, como maconha e crack – constitui um problema sério, porque atingem jovens e crianças que as usam abertamente nas ruas, destruindo famílias e provocando até mortes. Segundo especialistas, as drogas afastam o ser humano do convívio da sociedade e destrói toda sua estrutura psicológica e física.
 
Depois de viciado, largar a dependência de drogas – como o crack, por exemplo – depende de muita força de vontade. Se não existir isso, dificilmente um dependente consegue largar o submundo das drogas e se inserir novamente na sociedade.
 
A partir do primeiro passo, da vontade de sair do fundo do poço, vários tratamentos auxiliam o viciado nesse processo de reabilitação. Durante os tratamentos, o paciente é orientado a evitar pessoas e lugares que o façam pensar nos entorpecentes.
 
Dependendo da gravidade do caso, o paciente é internado, retirado do convívio durante um tempo e, depois de recuperado, volta a uma vida normal, porém com alguns cuidados para não cair no vício novamente.
 
Fonte: Jornal de Umuarama

24 abril 2011

Os co-dependentes químicos, são seres humanos, visivelmente afetados, na maior parte das vezes, até fisicamente, pela convivência com um ou mais dependentes químicos. E tem uma enorme dificuldade em pedir e aceitar ajuda.

Os co-dependentes se fazem muitas perguntas:

Se a pré-disposição orgânica para desenvolver o abuso de drogas é do meu familiar, filho ou filha, como é que sou eu que preciso de ajuda ?
É meu marido ou minha mulher quem bebe, porque eu devo me tratar?
Quem é o co-dependente? 
é o familiar, o colega de trabalho, o chefe, o amigo, é o vizinho, e todos que procuram remover as conseqüências dolorosas do abuso de drogas do dependente, para e pelo dependente, com a intenção de minimizar ou de esconder o ocorrido, facilitando a vida do dependente químico.
Todo aquele que está emocionalmente ligado e oferece seus sentimentos e sua vida para "proteger seu dependente", visando impedir que comportamentos anti-sociais tornem-se transparentes, é um co-dependente.
E o co-dependente que age assim, escondendo os fatos que se constituem numa vergonha para todos por total desinformação, imagina que está ajudando, na realidade está ajudando a que possíveis pedidos de tratamentos e/ou internação sejam adiados.
É o famoso "CARROSSEL DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA: no centro, o dependente químico agindo e ao redor... os co-dependentes estão reagindo, todos estão vivendo em função do dependente. O dependente se droga, fica doidão e os outros reagem a sua drogadição e as suas conseqüências, o dependente responde as essas reações e se droga novamente, estabelecendo o carrossel da dependência química.
Os co-dependentes precisam ter coragem de colocar limites, fazendo parar de girar o Carrossel e de desligar-se emocional mente do dependente, e sentindo seu próprios sentimentos e vivendo suas próprias vidas. Como os co-dependente conseguirão entrar em recuperação ? Informando-se, fazendo psicoterapia , e sobretudo freqüentando as salas dos grupos de mútua ajuda , o ALANON, NARANON, AMOR EXIGENTE.
A partir da aceitação da co-dependência, realizam o maior ato de amor, conscientizaram-se de que a melhor ajuda e única possível é a mudança de nós. Fortaleceram-se. porque compreenderam, o que não é firme não pode servir de apoio.
O escritor Leon Tolstói escreveu:
"Todas as famílias que são felizes são iguais, mas cada família que é infeliz, o é a sua própria maneira".
Para tanto apresentamos as duas famílias:
a família do dependente, antes ou seja, na drogadição e...
a família do dependente, depois ou seja, em recuperação.

1-A FAMÍLIA DO DEPENDENTE ANTES OU NA DROGADIÇÃO

A sua estrutura familiar é a seguinte:
  • o segredo familiar em esconder o problema da dependência, a isso se isola e ainda não funciona direito.
  • com o agravamento do dependente, os filhos ficam órfão de pais vivos.
  • os co-dependentes são pessoas que amam demais o dependente.
  • os co-dependentes criam novos comportamentos e papeis, para diminuir ou aliviar a sua dor.
  • ocorre a generalização: a maioria dos familiares são atingidos pelo problema da dependência.
  • não há comunicação entre os co-dependentes, ninguém não diz os seus sentimentos para outra pessoa.
  • o certo e o errado é uma verdadeira confusão, usa-se muito os extremos (tipo: o dependente já está curado).
  • procuram mentir, quando o mais fácil seria dizer a verdade.
  • os co-dependentes se acham pessoas diferentes, pôr se acharem culpados.

2- A FAMÍLIA DO DEPENDENTE SÓBRIA - EM RECUPERAÇÃO

A família é calor mais respeito e mais disciplina, apontadas pelas características relacionadas:
  • reconhece, identifica e afirma os seus sentimentos,
  • ensina a ouvir atentamente e ativamente,
  • permite que todos cresçam cada um no seu espaço,
  • todos competem sem serem competitivos,
  • reconhece e apoia o trabalho de cada um, e opera com amor.

Autores:
PSICÓLOGA MARCIA VIANA
RECANTO MARIA TEREZA



para pensar: 
   Sou um usuário de drogas. Preciso de ajuda.
Não resolvam meus problemas por mim. Isto somente me faz perder o respeito por vocês.
Não censurem, não façam sermões, não repreendam, não culpem ou discutam, esteja eu drogado ou sóbrio. Isto pode fazer vocês se sentirem melhor, mas só vai piorar a situação.
Não aceitem minhas promessas. A natureza da minha doença me impede de cumpri-las, mesmo que naquele momento tencione fazê-las. As promessas são meu único meio de adiar a dor. E não permitam mudanças de acordos. Se um acordo foi feito, mantenham-se firme nele.
ATÉ A PRÓXIMA.
FIQUEM COM DEUS.

Alerte a turma com as fotos que escancaram o efeito das drogas



Grandes males sociais exigem campanhas impactantes. Foi essa a orientação seguida pelo Ministério da Saúde brasileiro ao passar da simples advertência sobre os perigos do fumo para as imagens exibidas nas embalagens de cigarros e congêneres. VEJA mostra a estratégia enviesada que a polícia inglesa adotou. Busca estimular a denúncia de traficantes mirando o choque da população com fotos que explicitam a decadência física acelerada dos usuários de drogas. Os retratos realmente impressionam. Se algum dos alunos ainda não tem idéia do que seja envelhecer trinta anos em oito, a prova cabal está logo abaixo. Por que tudo isso acontece no corpo dos viciados? Que reações ocorrem no cérebro dessas pessoas para torná-las cada vez mais dependentes? O caminho das drogas tem retorno? Quais são as alternativas de recuperação? O tema é sempre oportuno e com certeza vai manter os jovens alertas.

Roseanne, aos 29 anos na primeira foto e aos 37 na última: de prisão em prisão, o retrato de um rosto que definha. Fotos: Reutersuters
Roseanne, aos 29 anos na primeira foto e aos 37 na última:
de prisão em prisão, o retrato de um rosto que definha


Tire cópias das fotografias de Roseanne apresentadas neste plano. As reproduções não precisam ser coloridas, mas devem ter boa definição. Tenha em mãos quantidade suficiente do material para que os alunos possam trabalhar em grupos de quatro a seis indivíduos.


Entregue um conjunto de fotos a cada equipe e peça que todos tentem adivinhar a idade da pessoa nos momentos retratados. Depois que os grupos tiverem chegado a uma conclusão, registre os palpites no quadro-negro. Faça uma média dos resultados e confronte com a idade real. É bem provável que a garotada superestime a idade de Roseanne. Indague, então, sobre o motivo de tal transformação fisionômica da pessoa: idade, doença, muito sol, muito trabalho? Pergunte se seria possível atribuir a degradação física ao efeito de drogas. 

Atividades 
Após a leitura, discuta sobre os principais pontos do texto. Quais as drogas mencionadas e o que elas produzem no organismo? Qual seria o efeito interno relatado na reportagem por uma das vítimas de drogas agora em tratamento? Será que a maconha, a cocaína, o crack etc. geram os mesmos resultados? Todos eles são prejudiciais? Por que tanta gente utiliza drogas, então? 

Explique que a sensação de prazer físico é resultado da liberação de determinadas substâncias no nosso cérebro – os chamados neurotransmissores –, como a dopamina e a endorfina (veja o quadro abaixo). Essas substâncias são lançadas em certas situações, como na dança, na prática de esportes, na produção de artes plásticas ou mesmo na degustação de um suculento banana-split. Em seriados de televisão, é comum vermos um personagem deprimido ingerindo sorvete em quantidades cavalares para esquecerem a briga com o ser amado. 

As drogas também têm essa capacidade de liberar neurotransmissores, oferecendo, assim, a sensação de prazer e alegria. Mas, além de produzir essa felicidade, algumas drogas alteram nossa maneira de sentir, pensar e agir. Ou seja, afetam nosso cérebro e exatamente por esse motivo são chamadas psicotrópicas (psyché, do grego, que significa mente, e trópos, atração – isto é, preferência pela mente). 

Ensine que essas drogas atuam rapidamente sobre o cérebro e, conforme o efeito que produzem, podem ser classificadas em alucinógenas, estimulantes ou depressoras. As alucinógenas alteram a atividade cerebral provocando alucinações ou uma distorção da realidade. A maconha e o LSD são exemplos desse grupo. A cocaína e o crack, mencionados na reportagem, são estimulantes e ativam o cérebro, deixando a pessoa mais atenta. A cafeína (do café e do chá) e a nicotina (do cigarro) também são exemplos de drogas estimulantes. Heroína, morfina e álcool formam o grupo das depressoras, que diminuem a atividade cerebral, tornando a pessoa menos ativa. 

Além dos efeitos imediatos, as drogas trazem conseqüências de longo prazo, internas ou externas, como as das fotos que ilustram o texto de VEJA. O professor de Matemática pode colaborar na elaboração de um gráfico do declínio fisionômico apresentado nas imagens da revista. É possível mostrar o decaimento exponencial experimentado pela usuária de drogas e comparar com as alterações de um envelhecimento normal. 

Se houver interesse, peça que os alunos pesquisem coletivamente as principais drogas, enfatizando os efeitos psíquicos e orgânicos que produzem. Depois, organize o material obtido, registrando no quadro as informações em forma de tabela. Dela devem constar: nome da droga, tipo (de acordo com a classificação anterior), efeitos psíquicos (cerebrais) e orgânicos (fisiológicos). Por exemplo, no caso da maconha, que é uma droga alucinógena, um efeito psíquico é a perda da noção de espaço-tempo, o que interfere na habilidade para dirigir veículos, podendo ocasionar acidentes de trânsito. Um efeito orgânico é a taquicardia, que traz graves conseqüências a usuários com problemas de coração. Outras alterações são lesões pré-cancerosas nos pulmões e até mesmo o câncer. 

Chame a atenção para o fato de que a dependência de drogas é uma enfermidade grave. Os casos mais avançados exigem cuidados para estabilizar a doença. Se o dependente não for tratado, é bem possível ocorrerem seqüelas irreversíveis, que podem levar à morte. 

O tratamento não consiste apenas em cessar o uso da droga (abstinência), mas objetiva proporcionar ao usuário melhor qualidade de vida – além de ajudar sua família, que inevitavelmente acaba enfrentando dramas muitas vezes imprevisíveis.

TEXTO: http://revistaescola.abril.com.br


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ATÉ A PRÓXIMA.
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14 abril 2011

Blog do Zéro - Só por hoje - UOL Blog

Blog do Zéro - Só por hoje - UOL Blog: "História remetida pelo leitor e amigo Nava
Certa noite, um vizinho aparece na porta de minha casa. Estava acompanhado da mãe, do irmão e da esposa de um sujeito que bebia todas. A esposa estava desesperada, pronta para separar-se dele. Segundo me contaram, temiam que, aos poucos, ele fosse beber a lojinha de roupas da mulher, no bairro.
Eu me prontifiquei a conversar, claro. Perguntei: - ele aceita conversar comigo? Será que ele está mesmo querendo parar de beber?
Juraram todos, de pés juntos, que sim! Liguei para o envolvido, conversamos e ele aceitou um encontro. Marcou numa pracinha, não queria na casa dele, achei que era de vergonha da mulher.
Quando comecei a nossa tradicional conversa de abordagem, ele olhou firme para mim e me interrompeu:
- Sabe, seu fulano, na verdade o senhor está perdendo seu tempo. Minha esposa, ultimamente, tem jurado que se eu não parar de beber, ela vai se separar de mim. E eu estou só esperando isso acontecer, para “juntar os trapos” com outra mulher, um mulherão, que estou namorando. Se eu parar de beber agora, ela não me deixa.
"